Teresa Guilherme obrigada a começar do zero depois de perder 2,3 milhões

A vida da rainha dos reality shows deu uma cambalhota. Perdeu quase tudo o que tinha e foi obrigada a encontrar um novo caminho.

Teresa Guilherme obrigada a começar do zero depois de perder 2,3 milhões
Imagem: Flash

O ano de 2018 foi muito difícil para Teresa Guilherme. Foi afastada da televisão e, por causa disso, obrigada a reinventar-se. Mas os problemas já vinham de anos anteriores. Com o escândalo do BES, a apresentadora perdeu milhões, “a sua almofadinha para o futuro” e teve que começar do zero.

Teresa Guilherme, 63 anos de idade, está agora na sua segunda vida. Foi considerada em tempos a rainha dos reality shows, produziu programas e séries, apresentou concursos, ganhou muito dinheiro.

teresa guilherme obrigada a comecar do zero

Porém, a crise no Banco Espírito Santo deitou tudo a perder. A apresentadora perdeu 2,3 milhões de euros em papel comercial do BES e, como se não bastasse, foi afastada da televisão, o seu “ganha-pão”. Um trambolhão que a obrigou a recomeçar e a encontrar novas formas de sobreviver profissionalmente.

A segunda vida de Teresa Guilherme passa hoje pelas plataformas digitais: YouTube, Instagram, Facebook e ‘A Casamenteira’, um canal digital que faz a ligação entre os noivos e os cerca de 700 fornecedores na indústria dos casamentos.

Em entrevista à revista “Sábado”, Teresa Guilherme não nega as saudades da televisão, sem esconder algum desencanto. “Claro que tenho. Mas a televisão mudou muito e há dois anos disse que não queria apresentar mais reality shows naquelas condições económicas. Não valia a pena fazer mais do mesmo se não havia ali novidade. (…) Ninguém me tratou mal. Pagaram-se sempre bem e tive o privilégio de fazer aquilo que gosto”, esclareceu a apresentadora.

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Mas foi o rombo do BES que a fez mudar de vida: “O que me salvou daquele encontrão violento do BES, foi que tudo o que eu tinha era meu. Não tinha empréstimos a pagar ao banco. O que fiz foi mudar o paradigma de vida: fui trabalhar mais. Queria viajar e arranjar tempo para fazer as coisas que gostava. Foi um recomeço.”

Se no início, este impacto violento a fez tremer, rapidamente percebeu que era obrigatório continuar a caminhar para a frente, sem margem para ter pena de si própria.

“Não bem de ansiedade, mais de tristeza, desânimo. Acho que devemos chorar pelas coisas que nos correm mal. Não podemos é lá ficar. Assume-se o problema, chora-se e age-se. Tem de se andar. Vai haver problemas toda a vida. Parece uma banalidade, mas não é.”

 

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