Testemunho explosivo: "São demasiados indícios de aldrabice"

Convidada pela SIC Notícias para falar sobre o caso Sócrates, Manuela Moura Guedes disse tudo o que lhe estava atravessado.

Testemunho explosivo:
Imagem: SIC Notícias

Manuela Moura Guedes foi a convidada da Edição da Noite da SIC Notícias, desta quarta-feira, para falar sobre o caso Sócrates, uma vez que foi uma das principais visadas do poder excessivo do antigo primeiro-ministro.

Recorde-se que a jornalista, que sempre foi uma voz muito crítica de José Sócrates, no tempo em que este ainda era primeiro-ministro, acabou por ser acusada de lhe fazer uma perseguição pessoal, o que levou ao seu afastamento da televisão e ao cancelamento do Jornal que apresentava, líder de audiências. Na altura, conduzia, juntamente com uma equipa, várias investigações ao primeiro-ministro (e com provas), até ser “posta na prateleira”.

Manuela Moura Guedes disse que “há nove anos já havia mais do que indícios” para acusar Sócrates e afirmou mesmo que “são demasiados indícios de aldrabice para que alguém não se interrogue”.

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Sentindo-se injustiçada, uma das palavras a que mais recorreu, afirmou ainda que “o país inteiro foi cúmplice”, disse que “o regime democrático esteve em perigo” e referiu que o PS “agora tem medo que a coisa rebente”.

“José Sócrates conseguiu controlar aquilo que é essencial na democracia: a Justiça”, pedindo, inclusivamente, que o Ministério Público investigue o antigo Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, por ter, literalmente, “abafado todos os inquéritos a Sócrates”. A este propósito, receia que, agora, estejam a querer “pôr os patins a Joana Marques Vidal”, por ser uma Procuradora correta.

A jornalista falou também sobre o flagelo da corrupção e a atual situação do país no panorama político, mostrando-se assustada com o poder que a classe política tem sobre o erário público e sobre a vida profissional e pessoal dos portugueses.

 

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