Tony diz que é um privilegiado pois "Deus perdeu mais tempo" consigo

"Podem dizer que não gostam das minhas canções, que não gostam de mim, mas não podem dizer que sou mau profissional", disse ainda o cantor na apresentação da sua autobiografia.

Tony diz que é um privilegiado pois
Imagem: JN

“Deus perdeu mais tempo comigo, sou um privilegiado”, disse esta segunda-feira o cantor Tony Carreira, na apresentação da sua autobiografia, intitulada “O Homem que Sou”, que marca 30 anos de carreira.

Em conferência de imprensa, Tony afirmou que escreveu este livro, com a ajuda de alguns amigos, “para agradecer às pessoas” que o ajudaram a chegar até aqui, “mas sobretudo ao público”, quem sempre o ajudou, uma vez que conta “com milhares de discos vendidos, 30 álbuns editados e mais de 2.000 concertos”.

“Uma vida muito vivida”, mas nem sempre acompanhada pela imprensa, mesmo há 20 anos, quando “já vendia muitos, muitos, discos”, desabafou.

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Sobre a carreia da qual se orgulha, Tony Carreira, sem papas na língua, atirou: “Podem dizer que não gostam das minhas canções, que não gostam de mim, mas não podem dizer que sou mau profissional”. A ouvi-lo atentamente estava um conjunto de caras bem conhecidas dos portugueses, nomeadamente, Fernando Mendes, Júlia Pinheiro, Cuca Roseta, para apontar alguns.

Não revelando planos para o futuro, disse apenas estar “focado” na apresentação da biografia e no próximo espetáculo no Altice Arena, em Lisboa, no dia 17 de novembro. “Não sei o que vem a seguir”, acrescentando que não faz projetos a mais de um ano, “não sei se vou parar”.

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Referindo-se ao título do livro, Tony Carreira afirmou: “Está consoante o homem que sou. Sou sempre a favor da verdade”, e disse ainda que não é “homem de rancores”.

Questionado pela agência Lusa se ajusta contas com alguém neste balanço de vida e de carreira, disse: “Saldo com algumas pessoas, mas não sou de rancores, e até o faço aqui com uma pitada de humor. Não faz parte de mim vingar-me, mas há pessoas que mereciam uma resposta”.

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O cantor lamentou ter-se escrito muita coisa sobre si, que não correspondeu à verdade, ou sem o terem ouvido diretamente. Já sobre a questão do plágio de canções, de que foi acusado recentemente, e que aborda num capítulo da obra, “A acusação de plágio”, Carreira disse que tudo foi resolvido e ele ilibado da acusação.

“Acusaram-me de crimes que não cometi”, disse, garantindo que já perdoou a quem lhe colocou a ação judicial e que hoje até são amigos.

 

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