“Touros sentem picada da bandarilha como nós sentimos a de um alfinete”

O toureiro Francisco Palha utilizou este argumento para defender as touradas e ainda fez questão de frisar que se não fosse a tauromaquia "a raça brava de lide já teria desaparecido e seria uma recordação como os mamutes".

“Touros sentem picada da bandarilha como nós sentimos a de um alfinete”
Imagem: Pinterest

Numa entrevista à MAGG, o toureiro Francisco Palha, de 31 anos, considerou as declarações da ministra da Cultura sobre os espetáculos de tauromaquia uma “afronta”, além de serem “anti-constitucionais”. Recorde-se que Graça Fonseca, no debate sobre o Orçamento de Estado de 2019, que será votado a 29 de novembro, disse não ser a favor da redução do IVA para 6% neste tipo de espetáculo, contrariamente ao que defende para os outros.

Por essa razão, o toureiro apelou à intervenção do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, de modo a que se “corrija a barbaridade.”

Explicou que neste tipo de espetáculo, em que homem e animal se confrontam, há “ética e estética”, mas aceita aqueles com opiniões diferentes. Já matou touros e explicou que, se não fosse por aquilo que considera ser uma manifestação cultural, a raça com que se defronta já nem sequer existiria.

“Touros sentem picada da bandarilha como nós sentimos a de um alfinete”

Questionado sobre se sente pena dos touros depois de os matar, Francisco Palha respondeu: “Sente-se que se venceu uma luta. Nunca senti pena. Eu corro o risco de vida. Nós batalhamos um com o outro. Se o touro for bom, sobrevive. Se for mau, segue o ciclo normal da vida dele e morre”.

Sobre as bandarilhas que são espetadas nos animais, o toureiro fez questão de sublinhar que acredita “que sentem a picada da bandarilha como nós sentimos a picada de um alfinete. A questão é interpretar a reação do toiro. Se é bravo persegue e tenta “ajustar contas” com quem lhe cravou a bandarilha. Se é manso salta, defende-se e acobarda-se”.

Francisco Palha disse ainda que “se as touradas forem abolidas com o argumento de que os toureiros matam os toiros, a pesca e outras atividades terão também de ser abolidas porque o pescador mata o peixe, o caçador mata na caça, etc. No limite, quando fossemos todos vegetarianos, este problema colocar-se-ia também aos vegetais (igualmente seres vivo), que morrem às mãos dos humanos e, por aí em diante, até ao absurdo”, rematou.

 

 

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