Cova da Moura: tribunal condena 8 agentes da PSP

Oito dos 17 agentes da PSP de Alfragide que estavam acusados de denúncia caluniosa, injúria agravada, ofensa à integridade física, falsidade de testemunho, sequestro e falsificação de documento foram condenados pelo tribunal de Sintra.

Cova da Moura: tribunal condena 8 agentes da PSP
Imagem: CM

O Tribunal de Sintra condenou, esta segunda-feira, oito dos 17 agentes da PSP de Alfragide que estavam acusados de denúncia caluniosa, injúria agravada, ofensa à integridade física, falsidade de testemunho, sequestro e falsificação de documento.

A sete dos agentes foram aplicadas penas suspensas desde um ano e dois meses até ao máximo de cinco anos. Joel Machado foi o único agente condenado a um ano e meio de prisão efetiva, por ser reincidente neste tipo de crime. Terão ainda de pagar 72 mil euros de indemnização às seis vítimas.

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“Não vou desistir e vou recorrer destas decisões. O objetivo é conseguir a absolvição de todos os agentes acusados”, garantiu à saída Isabel Gomes da Silva, advogada de 16 agentes. Peixoto Rodrigues esteve também presente na leitura da sentença. O dirigente do Sindicato Unificado da Polícia garante que “os agentes da PSP não são criminosos e não torturam pessoas”.

Lúcia Gomes, advogada dos seis jovens da Cova da Moura que foram agredidos pelos agentes, acredita que “estas sentenças foram uma vitória mas as penas são muito leves.”

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A advogada recorda que em fevereiro o Ministério Público retirou as acusações de racismo e tortura por falta de provas. Na leitura da sentença estiveram presentes ativistas e dezenas de agentes da PSP, o que obrigou a um reforço do efetivo da GNR no local.

O caso Cova da Moura remonta a fevereiro de 2015, quando, segundo o tribunal, 17 polícias agrediram seis jovens na esquadra de Alfragide.

 

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