Turista violada arrasa justiça, polícia e saúde portuguesas

A britânica, que foi atacada perto de Aljezur, decidiu sair do anonimato pela revolta que sentiu depois de a justiça portuguesa ter condenado o seu agressor a 4 anos e meio de prisão...com pena suspensa. O homem saiu do tribunal de braço dado com a esposa.

Turista violada arrasa justiça, polícia e saúde portuguesas
Imagem: PTJornal

Kate Juby, turista britânica de 23 anos foi violada por Tiago Curado de Sousa, que aproveitou ter dado boleia à turista para a atacar, num local ermo próximo de Aljezur, no Algarve.

Ano e meio depois do crime, o mecânico foi condenado a 4 anos e meio de prisão, mas com pena suspensa. De acordo com a imprensa britânica, Tiago de Sousa beneficiou da atenuante de ter feito uma confissão completa.

Ao ver o homem que a violou “sair em liberdade do tribunal, de braço dado com a esposa”, Kate Juby resolveu sair do anonimato “para que outras mulheres não tenham de passar pelo que eu passei”.

Turista violada arrasa justiça, polícia e saúde portuguesas

“Portugal tem um problema sério com as condenações por violação. Só uma pequena percentagem de violadores é que vai presa. É mais provável ser-se preso por vender droga do que por violar alguém”, disse a britânica ao jornal inglês “Daily Mail”.

As críticas ao sistema judicial português implicam também a Polícia Judiciária. Isto porque depois de ter identificado o agressor, Kate teve de esperar numa sala, “metros ao lado do homem que me violou e que me podia ver ali”.

Só sete horas depois de entrar, continuou Kate, é que foi autorizada a sair. “Levaram-me até à porta e deixaram-me ali sozinha na rua”, acusou. “Estive quatro horas sem me darem sequer um copo de água”, frisou.

Antes da apresentação da queixa, a turista britânica viveu “outra situação traumatizante”. Após ser violada, Kate foi pedir socorro a uma estrada, onde foi encontrada por um casal alemão, que lhe fez companhia até à chegada da polícia.

Levada para o Hospital de Portimão, “prenderam-me a uma cama e levaram toda a minha roupa”.

Foi-lhe administrada medicação “sem informação nem consentimento”. Soube depois que eram retrovirais e contraceptivos de emergência. O médico que a atendeu “foi cruel”, continuou.

“Disse-me para parar de chorar, que eu tinha de crescer. Também me disse para deixar de ser uma bebé”. acusou.

 

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