Uso excessivo de telemóveis está a criar novo osso no pescoço dos jovens

A transformação - pequeno chifre ou gancho na parte de trás do crânio acima do pescoço - é resultado da posição inclinada para a frente com que se utiliza o dispositivo. Investigadores garantem que já há casos registados.

Uso excessivo de telemóveis está a criar novo osso no pescoço dos jovens
Imagem: iStock

Existem casos registados de pessoas que estão a desenvolver um osso acima do pescoço, devido à utilização excessiva de telemóveis. A transformação é resultado da posição inclinada para a frente com que se utiliza o dispositivo habitualmente quando se olha para o aparelho (para escrever ou ler mensagens, ver vídeos ou outros conteúdos online e offline).

Uma equipa de cientistas australianos avançou que os jovens estão a desenvolver estruturas ósseas semelhantes a um gancho ou um chifre na parte de trás do crânio. Os esporões ósseos são causados pela inclinação frontal da cabeça. Ao mover-se para a frente, a cabeça exige uma força adicional do pescoço, o que que provoca a deslocação do peso da coluna para os músculos da cabeça. Essa é a causa do desenvolvimento de um pequeno osso nas ligações dos tendões e ligamentos.

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Para chegar a estas conclusões, os investigadores da Universidade de Sunshine Coast, na Austrália, analisaram radiografias de pessoas entre os 18 e os 30 anos. O estudo foi realizado em 218 pessoas e em todas elas o problema foi identificado. Em alguns casos, o novo osso já tinha mais de 2 centímetros, noticia o” The New York Times”.

Os investigadores conseguiram ainda perceber que o problema tem afetado mais homens do que mulheres. O maior osso encontrado tinha 3,6 centímetros de comprimento e era de um homem.

Mark Sayers e David Shalar, autores do estudo, confirmam que esta é a primeira adaptação fisiológica ou esquelética da utilização de tecnologia avançada na atualidade. Sayers defende que este é “um sinal de que a cabeça e o pescoço não estão com a configuração correta”.

Qualquer pessoas pode perceber se a adaptação óssea já está a ocorrer consigo. Se, ao pressionar com os dedos a parte de trás do crânio acima do pescoço, sentir um pequeno chifre, o mais provável é já estar a sofrer da transformação.

 

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